A partida contra o Sport era considerada pelo Palmeiras a mais importante do Campeonato Brasileiro da Série B antes da pausa para a Copa das Confederações. Pela expressão da equipe pernambucana e a intensa rivalidade criada entre os times nos duelos dos últimos anos – em 2009 se enfrentaram quatro vezes pela Taça Libertadores da América. Derrotado por 1 a 0 no Recife no último sábado, o Verdão saiu revoltado com a arbitragem.
O gol da vitória do Sport saiu em um lance polêmico: o árbitro matogrossense Wagner Reway assinalou escanteio inexistente, em um suposto desvio de Márcio Araújo para a linha de fundo. No rebote da cobrança, aos 48 minutos do segundo tempo, e com direito a um toque da bola na mão, Nunes deu os três pontos aos pernambucanos. A irritação alviverde foi geral, dos jogadores à comissão técnica, passando também pela diretoria.
Minutos após o apito final na Ilha do Retiro, o presidente Paulo Nobre, o gerente de futebol Omar Feitosa e outras figuras da cúpula palmeirense dirigiram-se ao vestiário visitante para conversar com os atletas. O abatimento era nítido na expressão de cada um deles. Inconformado, Feitosa pediu mais atenção na escolha de árbitros, ao menos para os jogos de maior expressão na competição nacional.
– Era um Palmeiras e Sport, o jogo mais importante da Série B até aqui. Não pode acontecer o que aconteceu. É preciso levar em conta a importância que o Palmeiras tem para o campeonato. O árbitro precisa prestar atenção, estar em cima dos lances – afirmou o gerente.
Diante das dificuldades com o gramado, que ficou castigado após a forte chuva que caiu no Recife, o Verdão focou na conquista de um ponto. No intervalo, Gilson Kleina sacou Leandro – que havia recebido cartão amarelo – e colocou o zagueiro André Luiz na partida, fechando o sistema defensivo. O gol no último minuto frustrou todas as projeções do treinador, que insistiu, em sua entrevista coletiva, o quão “valioso” seria o empate.
Wagner Reway, de 32 anos, pivô da polêmica do último sábado, foi eleito o árbitro revelação do Campeonato Brasileiro de 2009. Escalado para apitar a final do estadual no Mato Grosso deste ano, foi criticado fortemente por não assinalar um suposto pênalti para o Luverdense contra o Cuiabá. Ele representa o estado no apito desde 2004.





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